<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257</atom:id><lastBuildDate>Sun, 20 Dec 2009 07:47:52 +0000</lastBuildDate><title>POR TUDO QUE SINTO</title><description></description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/</link><managingEditor>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>135</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-7516565031112555570</guid><pubDate>Fri, 18 Dec 2009 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-18T06:30:05.932-08:00</atom:updated><title>É Natal?</title><description>É véspera de Natal. E eu estou estático. Paralisado com a criança das cinqüenta agulhas na Bahia. Com o vaso de flores na janela, aprisionado pelas grades anti-roubo. &lt;br /&gt;É véspera de Natal e estão querendo me passar a perna. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de quando o Natal significava reunião de família e férias. &lt;br /&gt;Saudade do Natal que prenunciava a viagem de fim de ano.&lt;br /&gt;Do urso da Coca-Cola que agora virou arte contemporânea sem graça e metida a besta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É véspera de Natal e não parece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-7516565031112555570?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/12/e-natal.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-3845781067562141194</guid><pubDate>Tue, 15 Dec 2009 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-12-15T07:35:52.495-08:00</atom:updated><title>Especialidade</title><description>Só quero que seja especial; mais nada. &lt;br /&gt;Acho que depois de um ano de muito suor, merecemos todos a brisa. Mas estou animado, quero diferenciações. Quero o máximo possível, não o meio do caminho.&lt;br /&gt;Se é para ir, que vá fundo, que vá ao limite, que o lá não seja como o cá, apenas com paisagens diferentes. Que seja vibrante, mágico e inesquecível.&lt;br /&gt;Quero companhia para o risco, para a ousadia, para os saltos. &lt;br /&gt;Mais ou menos não me serve. Bom também não. Ainda não ótimo. Me serve apenas a excelência!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-3845781067562141194?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/12/espcialidade.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-1601588727102018827</guid><pubDate>Wed, 25 Nov 2009 15:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-25T07:09:41.986-08:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 8 - Capítulo 3</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Sw1HvwkLghI/AAAAAAAACIA/Yp5CHNi1yWs/s1600/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Sw1HvwkLghI/AAAAAAAACIA/Yp5CHNi1yWs/s200/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5408057613357908498" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o primeiro capítulo &lt;a href="http://www.derrubandoparedes.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um ritual silencioso, abrimos nosso tesouro e forramos o solo com nossos livros. Sobre eles, nos deitamos e fizemos amor sem dizer uma palavra sequer. Nos vestimos, e num beijo ainda mais doce do que o primeiro, nos despedimos para sempre. Nada sei da vida de João. Se era casado, se tinha filhos, se era feliz... Mas não quis saber. Quis ter dentro de mim o João das minhas memórias de infância. E assim foi. De repente, me ocorreu a possibilidade de ter engravidado de João naquele momento. E somente então me dei conta da dimensão da tragédia que estava por vir. Nunca poderia ser mãe. Liguei para a minha e dirigi até sua casa.&lt;br /&gt;Como a maioria das mães e de suas filhas, sempre tivemos desavenças. Aquela disputa freudiana clássica, que nos impede de nos doarmos inteiramente uma à outra. Cheguei e encontrei-a sentada em sua cadeira de balanço. Sentei-me ao seu lado e juntas tomamos um chá, com torradas pretas e queijo mineiro. Ao fim do último gole ela tocou minha mão e eu dei-lhe um prolongado beijo na face, beijo regado por uma singela lágrima que lhe escorreu pelo rosto. Olhamos para o porta-retrato de papai que ela agarrava junto ao peito e sem dar as costas, como uma plebéia distancia-se de sua rainha, sai. &lt;br /&gt;Olhei para o céu. Estava vermelho. Era um lindo por do sol ao meio dia. Decidi que era hora de calibrar os pneus, verificar água e óleo e de fazer as unhas.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o próximo capítulo &lt;a href="http://www.retalhosdejulianahilal.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-1601588727102018827?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/11/folhetim-vagabundo-historia-8-capitulo.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Sw1HvwkLghI/AAAAAAAACIA/Yp5CHNi1yWs/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-8212859510564926681</guid><pubDate>Tue, 17 Nov 2009 02:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-16T18:38:03.049-08:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 7 - Capítulo 2</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SwIMA7munJI/AAAAAAAACH4/BFwF1Wr4qDc/s1600/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 95px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SwIMA7munJI/AAAAAAAACH4/BFwF1Wr4qDc/s200/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5404895712937680018" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o primeiro capítulo &lt;a href="http://www.impressoesemdesalinho.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, sentada naquele corredor de luz forte e esbranquiçada, olhava para trás e não conseguia ver pegada alguma; não as suas. Mas as de Mariana eram evidentes. &lt;br /&gt;Mariana teve a festa de debutante que Ana Clara tanto sonhara; Mariana fez os cursos de artes e de línguas que Ana Clara tanto queria; Mariana ganhou o cachorro tanto negado a ela, casou com o vestido dos desenhos dela e nomeou seus filhos com os nomes planejados por ela.&lt;br /&gt;Mariana dorme agora em Paris, onde mora há vinte anos, e deve estar abraçada ao braço forte de Pierre; e Ana Clara sente sono com um copo de café intragável nas mãos, enquanto aguarda a notícia eminente da morte do pai, que nada sente e nada tem, exceto sua própria velhice que lhe definha.&lt;br /&gt;E assim tem sido há muito tempo. Ana Clara velou sua mãe, e mandou notícias. Velou sua madrasta, e emitiu as passagens de Mariana. E agora, ainda brincando sozinha com seus anéis, aguarda um momento oportuno para telefonar à irmã para não atrapalhar seu sono. &lt;br /&gt;Pensa no seu apartamento vazio, no seu gato que não come há dois dias, na comida que apodrece na geladeira e que será desperdiçada, no seu emprego recém perdido por ausências em demasia, e reza por uma lágrima sequer, que alivie um pouco sua angústia. &lt;br /&gt;Olha para o chão, prende os cabelos desgrenhados atrás das orelhas e pensa que gostaria de ter alguém à sua volta, alguém de quem pudesse se esconder para fumar um cigarro, alguém que justificasse a compra de chicletes mentolados para disfarçar seu hálito. Desde seu primeiro e único beijo, nunca mais tivera essa preocupação. &lt;br /&gt;Vê um par de sapatos brancos e sujos se aproximando. A enfermeira do turno da noite diz que seu pai chama por ela na UTI.&lt;br /&gt;Apressa-se, joga fora o café junto com seus pensamentos, se paramenta toda e com um sorriso imenso nos lábios, se aproxima da maca do pai. Diz bem de mansinho:&lt;br /&gt;- Oi, pai. Estou aqui.&lt;br /&gt;E ouve em um rasgo:&lt;br /&gt;- Mariana, minha filha. Minha querida... Onde está sua mãe?&lt;br /&gt;Sem fôlego, tenta dizer:&lt;br /&gt;- Não, pai... Não sou a... &lt;br /&gt;Mas se contêm. E se corrige:&lt;br /&gt;- Papai, a mamãe não está mais conosco, lembra?&lt;br /&gt;- Ela estava aqui há pouco... Aonde ela foi?&lt;br /&gt;- Pai, você devia estar sonhando... Está tudo bem, viu! Está sentindo alguma coisa?&lt;br /&gt;- Sinto... Sinto saudade. Saudade, Mariana. Saudade de Ana Clara.&lt;br /&gt;Sentindo o coração lhe apertando a garganta, Ana faz um enorme esforço para levar o ar aos seus pulmões.&lt;br /&gt;- Onde está a Ana, filha? Onde ela está?&lt;br /&gt;Ana leva as mãos trêmulas ao rosto, olha para os lados e não sabe responder. Não sabe dela mesma há muitos anos.&lt;br /&gt;- Quando falar com ela, filha, mande um recado meu. Ouça bem, porque passei minha vida toda levando no peito trancado esse segredo.&lt;br /&gt;Com medo de ouvir e sentindo-se desmerecedora das palavras do pai, apesar de saber serem todas dela, Ana Clara sussurra:&lt;br /&gt;- Pode falar, pai. Estou aqui.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o capítulo 3 &lt;a href="http://www.retalhosdejulianahilal.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-8212859510564926681?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/11/folhetim-vagabundo-historia-7-capitulo.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SwIMA7munJI/AAAAAAAACH4/BFwF1Wr4qDc/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-7607647130153884695</guid><pubDate>Thu, 12 Nov 2009 02:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-11T18:21:18.223-08:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 6 - Capítulo 4</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvtuuJkCo4I/AAAAAAAACHw/8LP5jSw4TMc/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvtuuJkCo4I/AAAAAAAACHw/8LP5jSw4TMc/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5403033917081166722" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o primeiro capítulo desta viagem &lt;a href="http://www.retalhosdejulianahilal.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, Betina acordou!&lt;br /&gt;Olhou para o teto e reconheceu o aconchego de seu próprio quarto, na casa da avó. Ai meu, tipo assim, que viagem – pensou e riu sozinha. Vou pintar meu cabelo de roxo – decidiu. Ai, que dor no peito – reclamou baixinho. Ué, não tinha um tapete atrás da porta – se perguntou. Mas não sabia a resposta. Nunca sabia as respostas. Que droga – se expressou. &lt;br /&gt;Quando tentou se levantar, viu que não podia. Estava presa. E só então decidiu olhar à sua volta. Ufa, estava mesmo no seu quarto.&lt;br /&gt;- Não! Não pode ser!! – exclamou.&lt;br /&gt;Foi quando Betina percebeu que estava enfiada em espetos gigantes sobre uma enorme fogueira ainda apagada. Seu corpo todo besuntado de sal grosso, como uma picanha argentina numa churrasqueira. À sua volta, em um canto do quarto, os palhaços do Éden salivavam e empunhavam garfos e facas esperando a refeição. No outro canto, sua avó fumava um charuto enquanto Ed a lambuzava de leite de rosas. No terceiro, Raul e Vitória dançavam uma valsinha macabra. E no quarto e último corner, os cinco grandes artistas - Tim Burton, David Lynch, Edward Munch, Edgar Allan Poe e Stephen King - se preparavam para rodar o rolete que assaria Betina por igual. &lt;br /&gt;- Socorro! – urrou Betina - Socorro! Cadê meu macaco? &lt;br /&gt;Onde estaria o King Kong Salvador, que a Salvaria Dali, daquele pesadelo? &lt;br /&gt;- Estou bem aqui, meu bem – ouviu Betina, para logo depois perceber a cabeça do macaco entre suas pernas - Só estou checando os fatos - completou o macacão. &lt;br /&gt;- Que fatos?&lt;br /&gt;- Você não iria entender – disseram os escritores em uníssono, acompanhados das gargalhadas dos palhaços, dos gemidos dos velhos e dos suspiros dos noivos. &lt;br /&gt;- Alguém me belisca! Isso não pode estar acontecendo!&lt;br /&gt;- Confirmado – disse o macaco com propriedade – É ela mesma!&lt;br /&gt;E então, num enorme crescendo, todos os entes bizarros iniciaram um grande coro, afinadíssimo:&lt;br /&gt;- Vamos comer a Madonna, vamos comer a Madonna, vamos comer a Madonna...&lt;br /&gt;- Quem é Madonna?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2008/08/madonna_sem_maquiagem.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 410px; height: 600px;" src="http://capaverde.net/wp-content/uploads/2008/08/madonna_sem_maquiagem.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É você, meu bem! – gritou o macaco cheiroso, pulando em cima dela e acendendo um fósforo.&lt;br /&gt;Como uma virgem, prestes a ser crucificada, Betina sentiu uma forte pontada em seu ventre. Pela sua vagina escorregou um lindo feto feminino.  Com lágrimas nos olhos, Betina que era Madonna sussurrou:&lt;br /&gt;- Vou te chamar Lourdes Maria. Vamos celebrar!&lt;br /&gt;- Que cheiro é esse? – indagou a vovozinha.&lt;br /&gt;Os cinco autores se entreolharam preocupados e, hesitantes e em novo uníssono, responderam: &lt;br /&gt;- É cheiro de pipoca no ar. Pipoca com guaraná!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, Lourdes Maria soltou seu primeiro som. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lqxwofOgwk4/Sh1bOFQ1FtI/AAAAAAAAAcw/G3G_SvSkmwM/s400/Picture+10.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 299px; height: 280px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lqxwofOgwk4/Sh1bOFQ1FtI/AAAAAAAAAcw/G3G_SvSkmwM/s400/Picture+10.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.olhosrecemnascidos.blogspot.com"&gt;&lt;br /&gt;Leia aqui o último capítulo da saga de Betina Madonna. &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-7607647130153884695?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/11/leia-o-primeiro-capitulo-desta-viagem.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvtuuJkCo4I/AAAAAAAACHw/8LP5jSw4TMc/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-510801409380261124</guid><pubDate>Fri, 06 Nov 2009 15:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-11-06T07:23:40.839-08:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 5 - Capítulo Final</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvQ-lwg2grI/AAAAAAAACHo/NSeVKs7Aryw/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvQ-lwg2grI/AAAAAAAACHo/NSeVKs7Aryw/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5401010671522841266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o início desta história &lt;a href="http://www.olhosrecemnascidos.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom dia, São Paulo! Eram 6h20 da manhã. Helena saltou da cama num grito. Estava em sua casa e dormia de lingeries e salto alto. Seus olhos de maquiagem borrada passaram despercebidos ao espelho, que a viu escovar rapidamente os dentes e prender um desgrenhado rabo-de-cavalo para sair. Estava atrasadíssima. &lt;br /&gt;Na portaria, passou como um raio por Seu Jorge e não percebeu o beijo e a piscadela de olho esquerdo que ele mandou para ela. &lt;br /&gt;Comprou o jornal na saída do metro e correu ofegante para o prédio da polícia. Devia parar de fumar tanto, pensava. &lt;br /&gt;Entrou, pegou um café horrível, sentou. Apanhou o canivete, o maço de lápis sem ponta e começou seu ritual de espera pela próxima vítima. O dia estava nublado e o escritório muito escuro. O cheiro da sala naquela manhã estava estranhamente ruim, um agridoce fétido. Seria sempre assim e nunca havia percebido, se indagava. Como é bela a proeza da rotina em se reinventar dia após dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então ela chegou. Papel em branco sobre a mesa, lápis afiadíssimo.&lt;br /&gt;- Nome?&lt;br /&gt;- Camila Santos.&lt;br /&gt;- Idade?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Estava nervosa e chorava muito. Mais um caso de estupro, desta vez no estacionamento de um prédio. Pobres mulheres. Como são frequentes os casos de estupro nesta cidade. Deveria tomar mais cuidado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Camila Santos não fumava. Seu fôlego devia ser impecável. Ponta de inveja. Seu desempenho na cama devia ser um arraso. Se eu fosse homem, pensava enquanto desenhava, também teria vontade de estuprar uma Camila Santos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Findada a descrição dos olhos do estuprador, Helena sentiu a contração de seus pulmões. Não podia ser. Mais um rosto conhecido! Olhou para a vítima, que buscava uma escova na bolsa para pentear os cabelos desgrenhados, e a observou soltar o rabo-de-cavalo que a prendia, balançar suas mechas louras e alisar sensualmente seus lindos fios dourados. No dorso da mão que segurava a escova, uma estrela tatuada.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A visão de Helena escureceu. Em choque, avistou no jornal que estava sobre a mesa uma pequena nota no canto inferior direito, ilustrada por um rosto desenhado em retrato falado. Era o desenho dela. Era o rosto de Marcelo, dado como desaparecido na noite anterior, visto pela última vez saindo na companhia de uma mulher desconhecida do Teta Jazz Bar, onde havia trabalhado naquela madrugada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buscou novamente o rosto de Camila, que não estava mais à sua frente. O que via agora, era arrepiante. Percebeu tudo. Percebeu-se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O prédio da Polícia Federal, para onde ia automaticamente todas as manhãs, estava abandonado há vinte anos. À sua direita, um aparador com garrafas térmicas velhas, cada qual etiquetada com o número de cada andar daquele prédio, ao lado de outra etiqueta que anunciava em letras garrafais, CAFÉ DOCE. &lt;br /&gt;Ao olhar à sua volta, Helena sentiu uma forte contração no estômago. Não estava sozinha naquela sala. Em cada uma das mesas do departamento havia um corpo sentado. Corpos de homens. Corpos de homens conhecidos. E escondendo o rosto de cada um deles, seus próprios retratos falados, presos por lápis que furavam-lhes os olhos, tanto os dos desenhos, quanto os das vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena saiu daquela sala em desespero e correu por todo o prédio, por todos os andares. Somente o primeiro estava vazio. Todas as salas, as alas, os guichês, os corredores, todos estavam ocupados por seus homens, seus estupradores, suas vítimas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com as pernas bambas, voltou à sua sala e percebeu que na mesa ao lado da sua, estava o corpo de Marcelo. O sangue ainda fresco, ainda escorrendo por trás do papel desenhado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num salto, sentiu seu telefone vibrando no bolso da calça. Com as mãos trêmulas, leu a mensagem que havia chegado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DONA HELENA... DESCULPA EU... LENINHA. NEM ME DEU BOM DIA, HEIN... MELHOR DISFARÇAR MESMO! SE O SINDICO DESCOBRE, TO FRITO.  JÁ MARQUEI HORA NO TATUADOR QUE A SENHORA ME PEDIU. VOU HOJE À TARDE. QUERO TE MOSTRAR DE NOITE. O ESTACIONAMENTO VAI ESTAR VAZIO DE NOVO. UMA E MEIA, PODE SER? AQUELE BEIJO NA COXA QUE A SENHORA GOSTOU!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou para o retrato falado fresquinho sobre sua mesa. O rosto do porteiro em desenho parecia muito mais harmonioso do que ao vivo. Por que Deus havia criado os rostos das pessoas, se eu mesma posso fazer muito melhor, se indagava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhou no relógio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa tarde, São Paulo. Eram 12h15. Precisava bater o ponto, tinha uma hora cravada de almoço. Se atrasasse um minuto, tinha seu salário descontado. O RH da Polícia Federal era muito severo. Muito severo mesmo. Depressa, apanhou a bolsa e o jornal sobre a mesa, e saiu do prédio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto comia sua picanha mal passada de praxe, lia assustada uma nota no jornal sobre o desaparecimento de seu vizinho, o saxofonista. Pesarosa, pensava que não poderia ajudar. Não prestava para nada mesmo. Estava em excesso naquela sociedade. Sequer sabia os nomes de seus vizinhos, das pessoas que a rodeavam no dia-a-dia. Olhou para a garçonete que trazia o cigarro que ela havia pedido. Pobre garçonete. Poderia ser vítima de estupro a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual é o seu nome?&lt;br /&gt;O meu? Cristina. Cristina Sales.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dorso da mão de Cristina, uma tatuagem de estrela lhe pareceu estranhamente familiar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o primeiro capítulo da História 6 &lt;a href="http://www.retalhosdejulianahilal.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt; Mas só segunda-feira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-510801409380261124?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/11/folhetim-vagabundo-historia-5-capitulo.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SvQ-lwg2grI/AAAAAAAACHo/NSeVKs7Aryw/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-1420297322688145892</guid><pubDate>Mon, 26 Oct 2009 14:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-26T14:52:31.361-07:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 4 - Capítulo 1</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SuWz0IEGSZI/AAAAAAAACHg/00OLiPNMPXQ/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SuWz0IEGSZI/AAAAAAAACHg/00OLiPNMPXQ/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5396917436572649874" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram precisamente dez horas e dois minutos daquela manhã de sábado.&lt;br /&gt;O local do encontro, vazio e em espera, recebia fortes raios de sol e ainda cheirava a desinfetante. Encontrariam-se lá, pontualmente às onze e um, e teriam a última chance de se livrar do enorme peso que carregavam, cada qual à sua maneira, há tantos anos. &lt;br /&gt;Seria naquela sala redonda, a derradeira reunião dos líderes intelectuais. &lt;br /&gt;Seria naquela sala redonda, a criação da mais perfeita de todas as obras artísticas já elaboradas pelo Homem.&lt;br /&gt;Teriam para isso apenas doze horas. Apenas meio-dia. E por conhecerem há tempos o desafio, tinham agora apenas 59 minutos para esquentarem seus heróis, seus neurônios.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, 58. Já eram precisamente dez horas e três minutos daquela manhã de sábado. Que bela merda! Haviam perdido 01 precioso minuto lendo esta rala introdução. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julia Hilal estava atrasadíssima. Havia acordado duas horas antes para ter tempo de alimentar seu gato branco, dar os telefonemas que precisaria, dar passadinhas em todas as reuniões que havia agendado no mesmo horário, fazer uma aula de dança, uma de fotografia e uma de arte ninja, tomar banho, passar meticulosamente os trinta cremes distintos que usava diariamente, escolher uma calça jeans e uma blusinha preta dentre as duzentas peças de cada que tinha em seu armário, sair, passar no posto para encher o tanque, errar o caminho e poder estar lá, pontualmente, às onze e um. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Julia Palermo estava adiantadíssima e andava de um lado para o outro, sozinha e ansiosa, em frente ao local do encontro. Repassava em sua mente todas as frases que pronunciaria naquela sala, e imaginava as diversas possibilidades de resposta a cada uma delas por cada um dos outros cinco participantes. Acendia um cigarro longo no outro, e soltava fumaça como um dragão enfurecido por não ter podido dormir até às quatro da tarde naquele sábado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luana de Souza aparentava estar tranqüila. Realmente acreditava que estava, apesar dos tiques nervosos que a faziam piscar os olhos em uma freqüência de quinhentas piscadas por segundo. Tomava um banho demorado após ter tido sonhos eróticos com um oficial alemão, e pensava se daria tempo de dar um corte moderno aos seus cabelos antes da reunião. Pintaria as unhas de vermelho, vestiria alguma coisa que realçasse suas grandes nádegas, colocaria seus óculos modernos que sempre lhe davam um ar mais jornalístico, mas deixaria a depilação da virilha para o dia seguinte. Afinal, não precisaria se mostrar em trajes de banho ou íntimos para ninguém naquela tarde mental.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mariana Franco tomava duas neosaldinas e estava de ressaca; física, nunca moral! Havia ingerido uma grande quantidade dos mais variados entorpecentes na noite anterior, e enquanto engolia o segundo comprimido, ainda tentava se lembrar de quem era. Olhava ao redor, não reconhecia o quarto, muito menos o casal que dormia abraçado ao seu lado. Poucos segundos após o último gole de café, já estaria completamente apta a utilizar sua enorme capacidade intelectual em prol daquela nobre causa. Passaria em casa, alimentaria seus cinco filhos, enviaria e-mails urgentíssimos de trabalho ao seu chefe taquicárdico, e estaria lá pontualmente, de cara lavada e olhos brilhantes, focada no objetivo maior, apesar das leves pontadas no estômago e da leve falta de ar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo São Thiago estava no banheiro, onde passara a noite em diarréias esgotantes. As mãos trêmulas e a pressão em causar uma boa impressão ao mundo lhe suavam as axilas como nunca. Estudara muito para aquele momento e, agora que estava quase lá, já não via muita graça naquela missão. Pensava em outra. Em outras. E em mais outras enquanto acabava com o quinto rolo de papel higiênico, sua maior despesa mensal. Estava mau-humorado e totalmente sem paciência com o mundo. Tomaria dois litros de café preto norte-americano forte, tomaria dez multas de trânsito no caminho e chegaria no local com um minuto de antecedência – apenas para não deixar transparecer sua ansiedade.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E finalmente, Tatiana Pedra... Bem, ninguém sabia de Tatiana Pedra. Nem ela mesma. Com o violão em punhos, em posição invertida, praticava ioga num gramado distante, diante de uma bela cachoeira, e compunha uma bela canção inédita que enriqueceria ainda mais o repertório musical dos brasileiros carentes da boa música. Pensava na picanha argentina que almoçaria, no forró de mais tarde, e nos braços fortes do garoto ingênuo que levaria para casa naquela noite, em quem daria intensas porradas e chaves de braço que aprendera com sua heroína, Xena, caso ele também brochasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram precisamente dez horas e três minutos daquela manhã de sábado. Agora, dez e quatro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o segundo capítulo &lt;a href="http://www.derrubandoparedes.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-1420297322688145892?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/folhetim-vagabundo-historia-4-capitulo.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SuWz0IEGSZI/AAAAAAAACHg/00OLiPNMPXQ/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-2065029553815618300</guid><pubDate>Wed, 21 Oct 2009 03:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-20T20:31:57.539-07:00</atom:updated><title>Metro VII</title><description>Não sei mais quem eu sou! Há vinte dias, descobri algo no METRO que já me levou a três internações psiquiátricas, advogados das mais diversas espécies, pais de todos os santos, sessões de regressão, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As espécies... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe, querido diário, ainda não estou forte para falar sobre isso.&lt;br /&gt;Só posso dizer que todos os meus espelhos foram destruídos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem fez isso comigo vai pagar caro. Ah, se vai!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-2065029553815618300?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/metro-vii.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-952015935907487613</guid><pubDate>Tue, 20 Oct 2009 20:08:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-20T13:21:34.224-07:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 3 - Capítulo 2</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/St4Yx6d3qBI/AAAAAAAACHY/qfXL-MwyCkA/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/St4Yx6d3qBI/AAAAAAAACHY/qfXL-MwyCkA/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5394776649423628306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o primeiro capítulo &lt;a href="http://coisarara.blogspot.com/2009/10/folhetim-vagabundo-historia-3.html"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 2 - Aquele que vem antes do penúltimo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Tá! E aí?&lt;br /&gt;- Não entendeu?&lt;br /&gt;- Entendi, bobinho. Deus destruiu tudo, menos ele mesmo. Um pouco egocêntrico, eu diria. Tenho certeza que Deus é leonino! &lt;br /&gt;- Não, ele não destruiu tudo. As coisas foram parar em um buraco negro sem a sua concessão. Ou seja, há coisas mais fortes por aí, mais fortes do que a própria vontade divina. &lt;br /&gt;- E quem é essa pessoa que chegou chegando?&lt;br /&gt;- Pois é, essa pessoa é...&lt;br /&gt;- Foi você mesmo que escreveu isso?&lt;br /&gt;- Fui. &lt;br /&gt;- E por que você trouxe isso hoje, justo hoje?&lt;br /&gt;- Porque fui eu que escrevi. Nós escrevemos o que sentimos. Ou quando temos uma mensagem importante para passar adiante!&lt;br /&gt;- E...?&lt;br /&gt;- E... E é isso!&lt;br /&gt;- Como assim, Matheus Ricardo? Onde você quer chegar?&lt;br /&gt;- Eu não...&lt;br /&gt;- Olha, precisamos conversar sobre a tragédia de ontem. Eu sei que te devo explicações, mas você também precisa se explicar, Matheus Ricardo!&lt;br /&gt;- Por favor, traz mais uma garrafa pra gente?&lt;br /&gt;- Do mesmo vinho, senhor?&lt;br /&gt;- Do mesmo vinho! Ou não! Não, melhor, é tempo de variar!&lt;br /&gt;- Sim senhor, vou trazer a carta.&lt;br /&gt;- Obrigado. &lt;br /&gt;- Já sabem os pratos?&lt;br /&gt;- Eu vou querer a lagosta, por favor! Adoro o gritinho dela quando cai na panela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus Ricardo temia mais fortemente, a cada segundo, a reação dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muito bem, a lagosta para a senhora. E para o senhor?&lt;br /&gt;- Eu vou querer a picanha argentina de altíssima qualidade, por favor.&lt;br /&gt;- Muito boa pedida. Volto já!  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matheus Ricardo hesitou um pouco, respirou por coragem e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Enfim, Maura Rubia, onde estávamos?&lt;br /&gt;- Você estava variando de vinho e pedindo sua carne.&lt;br /&gt;- Sim, sim... Não, não, antes disso.&lt;br /&gt;- Antes disso eu não estava entendendo nada! Matheus Ricardo, posso saber o porquê dessa variação de vinho? &lt;br /&gt;- Estou precisando variar. Estou na fase da variação de minha vida.&lt;br /&gt;- Sei... &lt;br /&gt;- Maura Rubia, nossa vela apagou!&lt;br /&gt;- Xi, é mesmo... Chama o garçom que ele traz outra.&lt;br /&gt;- Não, Maura Rubia. Estou falando da &lt;span style="font-weight:bold;"&gt;nossa&lt;/span&gt; vela!&lt;br /&gt;- Eu realmente estou te achando um pouco estranho hoje, Matheus Ricardo. Primeiro esta redação que você me traz, falando de Deus. Sei que religioso você nunca foi. Segundo, essa gafe de variar de vinho numa mesma refeição. E terceiro, essa ênfase no pronome possessivo que você deu acima. Você nunca foi homem de ênfases. Se há uma coisa que nunca vi você fazer nesses seis anos de namoro, é dar ênfases. &lt;br /&gt;- Já entendi. Você foi bem enfática. Enfim, o que eu pretendo te...&lt;br /&gt;- Peraí, você está debochando da minha cara? Na minha frente? No dia do nosso noivado? &lt;br /&gt;- Para com isso, Maura Rubia. Foi só um pequeno sarro.&lt;br /&gt;- Acho melhor você passar a aliança para cá e pedir logo essa conta. Nesta noite não haverá sol, meu rapaz! É daqui pro berço! E cada um no seu!&lt;br /&gt;- E se eu te disser que não há aliança?&lt;br /&gt;- Como assim não há aliança? Vai me dizer que você foi incapaz o suficiente para esquecer a aliança em casa?&lt;br /&gt;- Não, Maura Rubia, não é isso... Pra onde você tá ligando?&lt;br /&gt;- Pra sua mãe!&lt;br /&gt;- Minha mãe?&lt;br /&gt;- Sim, senhor... Que educação foi essa que ela te deu? &lt;br /&gt;- Desliga esse telefone, Maura Rubia. Desliga.&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Ela deve estar dormin...&lt;br /&gt;- Alô? Sou eu, dona Jacintha. Preciso te pedir um favor. Como assim? Sim, no restaurante ainda. Como assim, “sozinha”? Nós viemos juntos. Sim, ele está aqui, por que não haveria de estar? Sua mãe é tão louca quanto você. Nós vamos casar e mudar para a Nicarágua, escreva o que eu estou te dizendo.  D. Jacintha, desculpe, não estava ouvindo. A ligação tá falhando. Escuta, o motorista da senhora ainda está acordado a essa hora? Não, é que eu queria te pedir um favor. Pede para ele trazer nossas alianças aqui no restaurante. Devem estar no bolso interno esquerdo do paletó caqui do Matheus Ricardo. Tá pendurado na poltrona do quarto. Como?  - Silêncio - Como assim?  - Silêncio - Como assim, D. Jacintha? – Maura Rubia rompia em lágrimas – O que a senhora está me dizendo, D. Jacintha? A senhora não pode terminar o namoro desse jeito! A senhora nunca me amou, foi isso... Eu não sou boa o suficiente! Ah, que ótimo, então me dê um bom motivo! Não vou falar com ele, a senhora é que se explique. Tem outra nora na sua vida, D. Jacintha? Vai! Fala na cara! Tem ou não tem? Por que se a senhora acha que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom na cozinha cuspia no prato da cliente que havia reclamado do excesso de sal.&lt;br /&gt;O entregador, que esperava por um pedido do lado de fora do restaurante, observava o sistema de alarmes pensando em chamar os amigos para um assalto a mão-armada na noite seguinte. Pensava se teria ou não de atirar no gerente.&lt;br /&gt;O senhor de óculos da mesa da esquerda cutucava o nariz e lambia os dedos.&lt;br /&gt;O casal da mesa da direita comia em silêncio e não trocava olhares, sequer palavras. Ele pensava na amante esperando no quarto de motel e ela pensava no anel de diamantes que pediria de Natal, no vestido D&amp;G que havia visto na vitrine, nas mãos do massagista e no preço exorbitante do asilo onde colocaria seu pai recém-viúvo em duas semanas. Pensava também se contaria para ele antes, ou não.&lt;br /&gt;A faxineira que limpava os cacos da mesa dos fundos cortava os dedos e se envergonhava por sentir dor em frente aos clientes. &lt;br /&gt;O gerente embolsava disfarçadamente as gorjetas dos garçons. &lt;br /&gt;O chef, assim como Maura Rubia, gozava o grito da lagosta que acabava de colocar na água fervente e pensava o motivo pelos quais as pessoas eram tão avessas ao desmatamento mundial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Matheus Ricardo... Bem, Matheus Ricardo se escondia atrás do guardanapo e fugia dos olhares e dos dedos indicadores de todos os clientes e funcionários daquele restaurante. Naquele momento, pedia somente que Deus acabasse com tudo aquilo, e que quando recriasse o mundo, desse uma turbinada na sensatez emocional das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus Todo Poderoso, ele mesmo, por sua vez, olhava aquela cena patética e pensava: “Que bela merda que eu fiz! Que tédio, realmente! Esse mundinho está tão estragado, que mesmo para tirar minha bunda da cadeira para acabar com tudo, tenho preguiça! Gosto muito da idéia daquele Matheus Ricardo. Só não gosto do nome... A gente faz tão bem feito e a mãe acaba com o glamour... Mas se não fosse eu, quem mais poderia fazer esse serviço? Quem seria aquela pessoa que chegaria em meio à Total Inexistência? Será que mato o tal Matheus agora mesmo para perguntar a ele? Será que adiantaria? Ele viria para cá, ou serviria O Lá De Baixo? Vou pedir pra Maria levantar a ficha dele...” &lt;br /&gt;Andava pra lá e pra cá, agoniado mesmo. Chega, então, o anjo Sensatel, o que acaba gerando em Deus aquela conhecida sensação de déjà vu. Nem deu bola! Como ele havia criado tudo, tudo para ele era déjà vu! &lt;br /&gt;- Ó Deus Todo Poderoso quanto ali na terra quanto aqui no céu, tá agoniado desse jeito por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E etc, etc, etc...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final dessa história você já conhece. &lt;br /&gt;Chegue mais perto do começo dela &lt;a href="http://www.olhosrecemnascidos.blogspot.com/"&gt;aqui!&lt;/a&gt; Mas só amanhã!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-952015935907487613?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/folhetim-vagabundo-historia-3-capitulo.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/St4Yx6d3qBI/AAAAAAAACHY/qfXL-MwyCkA/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-7668841315302174179</guid><pubDate>Wed, 14 Oct 2009 05:15:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-14T14:04:45.155-07:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - História 2 - Capítulo 3</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/StVenVkDWJI/AAAAAAAACHQ/0fwVZevNBKU/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/StVenVkDWJI/AAAAAAAACHQ/0fwVZevNBKU/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392320158742304914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia o início desta história &lt;a href="http://derrubandoparedes.blogspot.com/2009/10/folhetim-vagabundo-historia-ii-capitulo.html"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia ouvindo isso: &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=O_cLZD0-oNo"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=O_cLZD0-oNo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair segurava com firmeza o pescoço do irmão. Podia sentir cada gomo de sua traquéia.&lt;br /&gt;- Que merda, Cosmo! Te disse que a Sonia era só minha, cara. Que merda! Por que você tem sempre que tomar tudo que é meu, cara? Por que?&lt;br /&gt;Cosmo tentava se esquivar, tentava puxar o ar para poder falar, mas não podia. Sentia a pressão de seus olhos aumentando rapidamente. Estranhava aquela sensação. Olhava para Odair e se via. Era como se ele mesmo estivesse se enforcando. Eram realmente idênticos. Cada marca, cada fio de cabelo, cada expressão. Por um momento, quase achou graça. Encarou Odair no fundo dos olhos e foi aos poucos percebendo a mudança no humor do irmão. &lt;br /&gt;Odair tinha a mesma sensação. Matar o irmão gêmeo seria o mesmo que um suicídio. Ao ver seu próprio rosto odioso refletido nos olhos de Cosmo, assustou-se. Tornava-se seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era uma tarde quente, 16 de fevereiro de 1991. “É no chuê, chuê. É no chuê, chuá. Não quero nem saber. As águas vão rolar.” As rádios tocavam repetidamente o samba enredo da escola campeã, que iria desfilar novamente naquela noite. Honório na churrasqueira, Cosmo e Odair na piscina, disputando uma bóia, e Odete, a mãe dos gêmeos, passando coca-cola no corpo para se bronzear. &lt;br /&gt;- Tá saindo a picanha!&lt;br /&gt;- Ai, Honório, picanha de novo?&lt;br /&gt;- Não se preocupe, Odete. Essa é argentina. De altíssima qualidade. Sei que você adora tango.&lt;br /&gt;Calmamente, com a peça de picanha inteira espetada no garfo de churrasqueiro, Honório chegou perto da piscina. &lt;br /&gt;- Comam, seus cães!&lt;br /&gt;Jogou a picanha na água e partiu violentamente em direção a Odete. Ergueu-a da espreguiçadeira pelo pescoço e enfiou sua cabeça na piscina.&lt;br /&gt;- Eu odeio argentinos! Tá vendo essa carne aí no fundo? Esses bastardos vão comer agora o lombo do pai deles! Você e seu professor de tango vão dançar no inferno! Vadia!&lt;br /&gt;“É no chuê, chuê. É no chuê, chuá. Não quero nem saber. As águas vão rolar.”&lt;br /&gt;Cosmo e Odair viram por baixo d´água o vitrificar dos olhos da mãe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*************************&lt;br /&gt;- NÃO! &lt;br /&gt;Odair gritou, soltando o pescoço do irmão.&lt;br /&gt;- Não quero ser como ele!&lt;br /&gt;Cosmo tentava recuperar o fôlego enquanto o abraçava. &lt;br /&gt;- Tudo bem! Passou. &lt;br /&gt;Odair chorava,&lt;br /&gt;- Porra, Cosmo! Por que você faz isso? Pára de se passar por mim por aí. Pára de copiar minha vida! &lt;br /&gt;- Eu te amo, cara! Te amo!&lt;br /&gt;- Eu sei! Também te amo! &lt;br /&gt;- A Sonia é minha, Cosmo. Faz cinco anos que eu vou lá no puteiro dela. Faz cinco anos que eu invento uma reunião em Itu toda terça-feira, só pra poder comer ela. Cheguei lá hoje e ela disse “Ué? Já? A gente não tinha marcado pra amanhã?”. Nunca vou lá nas quartas, cara! Nunca! É terça, cara. Sempre terça!&lt;br /&gt;- Foi mal!&lt;br /&gt;- Pára com isso, Cosmo! Pára!&lt;br /&gt;- Vou parar. Eu juro! &lt;br /&gt;- Tava ligando pra quem?&lt;br /&gt;- Eu? Pra ninguém.&lt;br /&gt;Já mais calmo, Odair entregou um pedaço de papel ao irmão.&lt;br /&gt;- Olha só. Cheguei lá hoje e a Sonia disse que o enfermeiro da clínica do papai deixou esse papel com ela semana passada. Parece que o enfermeiro é traveco, trabalha na clínica de dia, e lá à noite. Acho que é a segunda pista. Você não quer mesmo ir atrás disso? Vou ter que fazer tudo sozinho? &lt;br /&gt;- Cara, não curto esses joguinhos. Você sabe. &lt;br /&gt;- Mas depois vai querer dividir a grana! Eu preciso de você, Cosmo. Você sabe!&lt;br /&gt;Silêncio.&lt;br /&gt;- Passa pra cá essa merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Minha terra só tem vermes&lt;br /&gt;Meu pulmão não tem mais ar&lt;br /&gt;No meu ânus tem um tubo&lt;br /&gt;Quero ver quem vem buscar!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com meio sorriso nos lábios, Cosmo disse:&lt;br /&gt;- Vamos hoje?&lt;br /&gt;- Onde? Eu não entendi a charada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odair sempre foi o músculo, e Cosmo o cérebro. Naquela mesma noite, invadiram o cemitério onde o pai estava enterrado. Cavando sozinho, sob supervisão de Cosmo, Odair exumou o corpo do pai, retirou a rolha que lhe tampava o ânus para que as secreções não vazassem e, lá no fundo, encontrou um tubo. Era o canudo da formatura de Honório. Dentro dele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Sem diploma universitário vocês não chegarão a lugar algum. Mas parabéns por terem chegado até aqui. Vamos ver se esses cérebros argentinos servem para alguma coisa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Examinem este corpo&lt;br /&gt;Sob as unhas o que há?&lt;br /&gt;Aquele que é enterrado com vida, suas marcas deixará!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;- Enterrado com vida, Cosmo? Como assim? Ele estava morto! Eu vi, com meus próprios olhos. &lt;br /&gt;- Calma!&lt;br /&gt;- Você não foi ao funeral, mas eu vi!&lt;br /&gt;Com um único chute, Cosmo virou a tampa do caixão de ponta cabeça. Arranhões. Muitos arranhões. Odair, agachado ao lado do corpo do pai, gritou, em desespero!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cosmo!! Não é ele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cosmo virou-se rapidamente e encarou o rosto do morto, que o deixou sem ar e aterrorizado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cosmo! &lt;br /&gt;- Calma, Odair. Preciso pensar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo 4 você lê amanhã, &lt;a href="http://www.olhosrecemnascidos.blogspot.com"&gt;aqui!&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-7668841315302174179?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/historia-2-capitulo-3.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/StVenVkDWJI/AAAAAAAACHQ/0fwVZevNBKU/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-7601237740390884898</guid><pubDate>Tue, 06 Oct 2009 03:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-07T23:23:10.515-07:00</atom:updated><title>Folhetim Vagabundo - Capítulo 4</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Ssq8jdfj1aI/AAAAAAAACHI/tAcFISoRx8k/s1600-h/Figura3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 190px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Ssq8jdfj1aI/AAAAAAAACHI/tAcFISoRx8k/s400/Figura3.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389327221500663202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia antes os capítulo anteriores!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capítulo 1 - no blog &lt;a href="http://www.impressoesemdesalinho.blogspot.com"&gt;Impressões em Desalinho&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leia agora o quarto capítulo da primeira história do projeto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Alô. Oi, sou eu. (...) Como quem? Bárbara, quem mais poderia ser? Ela caiu! (...) Não, desmaiou! Tá aqui estatelada no chão da sala. (...) Ah, meu querido, também o que você esperava? Você pode me explicar esse pedaço de picanha? (...) Não, ‘veja bem’ não! Combinado é combinado! Te disse mil vezes para colocar o olho esquerdo da última na caixa. Era verde acinzentado, lindo! E você faz o quê? Coloca um pedaço de picanha descongelado! Puta que o pariu, que pobreza é essa? Depois pergunta por que os jornais pararam de cobrir! Que decadência! (...) Não, Estevão, qualquer coisa que você disser vai te fazer ainda mais patife! (...) Que tivesse me chamado, então, que eu arrancaria aquele olho com colherinha de café, meu bem! (...) Tá, então da próxima vez a gente muda essa divisão de tarefas. (...) Ué, fácil! A gente passa a procurar por homens desesperados, eu fico posando de gostosa exibicionista, pinto um quadro seu pra botar na parede, e no dia da coleta você não precisa fazer nada. Deixa a mutilação e a preparação da caixinha comigo. Você só vem retirar a mercadoria. (...) Valei-me Deus, Estevão! A mulher da semana passada ainda está fresquinha. Me poupe dessas frescuras de cheiro de cadáver. Peidou na tanga, isso sim! (...) Sei. (...) Sei. (...) (...) (...) Bom, então tá. Quando for o olho, deixa comigo, que eu não ligo a mínima pra essa frescura de janela da alma. (...) Exato, quando for outra parte, você faz. Tá bom assim, fofo? (.) Então ótimo. Agora me diz o que eu faço com essa? (...) Como pula? Não dá pra ficar uma semana sem. Você sabe das minhas crises de abstinência. (...) Ah, que genial! Mato ela e deixo aqui, no meio da sala? (...) Mas isso vai exatamente contra nosso propósito, Estevão. (...) Eu sei que ela quer morrer. Aliás, são 47 cortes, viu, não são 48. Isso, 47. É, ela é igual à terceira de maio. (...) A ruiva, sardenta, que também tinha um corte para cada ano de vida. (...) É, interessante, né? Deve ser um tipo de padrão. Que bonitinhas. (...) Mas enfim, você acha que eu acordo ela pra você vir pra cá, ou você come mesmo assim? (...) Tá. (...) Tá bom. Vou amarrando na cama, então. (...) A calcinha? Peraí. Já tá sem calcinha. (...) Tá, coloco. Que cor? (...) A de renda ou a sem costura? (...) Tá bom. (...) Espera um pouco. Não, tá sem perfume. (...) Peraí, vou ver no banheiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esperava qualquer chance para abrir os olhos. Finalmente. Aquilo não poderia estar acontecendo. Já tinha lido nos jornais sobre os Assassinos das Mulheres Desesperadas. Psicopatas que perseguiam mulheres carentes e de tendência suicida, mantinham um jogo sutil de voyerismo e exibicionismo com elas, e em determinada noite invadiam suas casas com um presente - sempre parte do corpo da última vítima - faziam-nas gozar de prazer até a última gota, envenenavam-nas com arsênico e levavam-nas, mortas, até uma espécie de cativeiro, repleto de vitrines cujas manequins pareciam estar embalsamadas, nuas, cada qual em uma pose diversa do grande livro oriental de sexologia, o Kama Sutra. Nos apartamentos vazios, a polícia e os jornais encontravam apenas a caixinha de presente, o próprio presente, e as seguintes frases, escritas com batom vermelho no espelho do banheiro da vítima: “Esta noite teve sol. Mais uma vida salva. Para mais informações, acesse nosso blog: www.luznofimdotúnel.blogspot.com. Obrigados pela presença. A.M.D.” Apenas uma vítima havia conseguido escapar do cativeiro. Era tolerante ao arsênico, por uso e abuso da substância desde os dez anos de idade, em tentativas múltiplas e frustradas de suicídio. Havia entrado para um convento na semana passada, segundo os jornais. &lt;br /&gt;Nunca imaginou que poderia acontecer com ela. Nunca se enquadrou na descrição das vítimas. Ah, a negação. Sempre o primeiro sintoma. &lt;br /&gt;Precisava agir. A primeira coisa que viu ao abrir os olhos foi a faca suja de sangue debaixo do sofá. Estava confusa. Vindo do banheiro, ouvia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afe, Estevão. Só tem perfume barato. Não quer trazer um dos meus, não? Traz o que você me deu de aniversário de casamento. (...) Mas qual é o problema em sentir meu cheiro nela? Não é essa a idéia disso tudo? Dar uma levantada na nossa vida sexual? Então... (...) Ah, sei. (...) Não, depois não. Vamos conversar agora. Se nem isso está dando certo, o que você pretende? Daqui a pouco vai querer que eu implante um pinto! Faça-me o favor! (...) Não, não estou louca. É você que é um brocha! Acho bom vir logo pra cá terminar esse seu ritual, que eu estou perdendo a paciência. Deixei todas as minhas amigas jogando tranca sem mim porque topei entrar nessa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher do quadro estava voltando. Não se lembrava mais da posição que tinha adotado quando fingiu o desmaio. Finge de morta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- ... Estevão. Que estranho. Acho que ela mexeu. Sabia que essa picanha traria mau agouro. Vem logo pra cá. Tá. Tchau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Samantha, sou eu, Ricardo! Você desligou o celular? É a décima terceira mensagem que eu te deixo. Liga pra mim, agora! Preciso de você. Preciso ouvir sua voz. Não consigo dormir sem seus beijos. Não, melhor... Não precisa me ligar, não. Estou indo pra aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bárbara correu ao quarto de Samantha em busca da calcinha desejada por Estevão. Ainda precisaria despí-la do roupão, vestir-lhe a tal calcinha, passar-lhe o batom vermelho, carregá-la até o quarto, amarrar-lhe os punhos na cabeceira da cama, dar um jeito de acordá-la, e, provavelmente acalmá-la. Pensava se prepararia um chá de camomila para isso, ou se uns tapas na cara resolveriam. Não! O chá! O chá seria melhor! O que uma mulher não faz por um pau duro na cama matrimonial!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Samantha, sou eu, Ana. Te esperei na balada até agora. Estou bêbada! Preciso de você. Preciso do seu cheiro. Por que você não me atende, Samantha? Você não me ama mais? O porteiro me disse que o Ricardo tem freqüentado seu apartamento. Pode me explicar isso, Sá? Pode? Ah, que ódio de você, Samantha. Quanto amor eu sinto! Acho bom você estar em casa. E sozinha. Estou indo pra aí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*****************************&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele corpo havia se mexido de novo. Bárbara tinha certeza. Não podia estar enlouquecendo. Com a calcinha em uma das mãos e o batom vermelho na outra, abaixou-se para arrancar-lhe o roupão.&lt;br /&gt;Maçaneta. Porta-aberta.&lt;br /&gt;Sem olhar para trás:&lt;br /&gt;- Que demora, Estevão! Como você é lerdo, sua lesma brocha! Achei que...&lt;br /&gt;Ao abrir o roupão, notou uma faca na mão direita da futura vítima. Olhou para a porta, no tempo exato de ver a faca lançada se alojar no coração de quem entrava. &lt;br /&gt;Ainda ao som do grito assustado de Bárbara, Samantha a arremessou ao outro lado da sala, e olhando para o corpo esfaqueado, já de joelhos, ainda de olhos abertos, sangue jorrando da boca segundos antes de cair ao chão, esgoelou-se num terrível:&lt;br /&gt;- Nããããão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosidade também pode matar!&lt;br /&gt;O próximo capítulo você encontra amanhã, sexta-feira, no blog de Marina Franco, "Olhos Recém Nacidos": http://olhosrecemnascidos.blogspot.com/&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa leitura!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-7601237740390884898?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/folhetim-vagabundo-capitulo-4.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/Ssq8jdfj1aI/AAAAAAAACHI/tAcFISoRx8k/s72-c/Figura3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-4593935005808430136</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2009 16:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-01T10:15:16.623-07:00</atom:updated><title>Metro VI</title><description>M.E.T.R.O - Meu Espelho Tornou-se Rotina Obrigatória&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse o nome do grupo de auto-ajuda para onde Sofia me enviou com aquele número de telefone. Trata-se de um apoio a homens metrossexuais obsessivos.&lt;br /&gt;Quando cheguei ao grupo, no dia seguinte ao telefonema, me senti uma aberração. Meu caso era raro, disseram-me. Ainda não entendi porquê, mas o condutor do grupo disse que já havia agendado uma consulta em uma dermatologista especializada em tratamentos a laser, que iria livrar o meu corpo daquela tatuagem, marca registrada e evidência criminal do meu transtorno. A consulta é amanhã. Hoje volto à reunião.&lt;br /&gt;Enfim, não concordo com nada disso. Sinto-me ultrajado. Mas farei de tudo para ter Sofia de volta. &lt;br /&gt;Desde aquela noite não tenho notícias dela. Recebi apenas uma mensagem, escrita no verso de uma embalagem de preservativos tamanho médio com o mesmo batom dourado, que dizia: estou ótima. Pobre Sofia. Deve estar passando por dificuldades desumanas e não quer me preocupar. Deve ter revirado latas de lixo para encontrar superfície digna para me escrever.&lt;br /&gt;Tenho vivido minha rotina normalmente. Apenas limpando a casa quatro vezes ao dia, ao invés de três. Quero cheiro de jasmim quando ela regressar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso vomitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei. Ando extremamente nauseado ultimamente. Deve ser a ausência de meu amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michele está me intrigando. Desde que Sofia se foi, faz-me visitas diárias. Traz-me quitutes, sucos e lenços umidecidos. Ainda não concluí suas intenções. Estou deixando as coisas andarem, deixando-a à vontade. Digo e repito: tenho pulgas atrás das orelhas por Michele. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preciso vomitar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saiu nada. Só água. E um pouco de gordura que deu um ar purpurinado à secreção expelida. Ah, as belezas e perfeições humanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pêsames à mim, por minha tatuagem, por meu belo presente desdenhado. Olho para ela a todos os momentos sabendo que são os últimos, sabendo que, em seu lugar, uma horripilante cicatriz habitará meu peito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Te espero, Sofia. De braços abertos e tonificados. Te espero com cãimbras, tremores e vontade insana de urinar. Meu amor... Minha titã... Meu ar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-4593935005808430136?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/metro-vi.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-2275046732389786865</guid><pubDate>Thu, 01 Oct 2009 15:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-01T13:52:32.110-07:00</atom:updated><title></title><description>Vem aí!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_4gRWeTbzEjA/SsTkFtiVcSI/AAAAAAAAAGM/Sb26VcH3Vcs/s400/Apresentacao1b%5B1%5D.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_4gRWeTbzEjA/SsTkFtiVcSI/AAAAAAAAAGM/Sb26VcH3Vcs/s400/Apresentacao1b%5B1%5D.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-2275046732389786865?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/10/blog-post.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4gRWeTbzEjA/SsTkFtiVcSI/AAAAAAAAAGM/Sb26VcH3Vcs/s72-c/Apresentacao1b%5B1%5D.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-5592398142816933060</guid><pubDate>Fri, 25 Sep 2009 14:14:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-25T07:51:23.949-07:00</atom:updated><title>Metro V</title><description>Sofia chegou em casa ontem como um anjo doce. Me beijou os olhos e até perguntou das minhas coisas. &lt;br /&gt;Fui aos poucos tomando coragem para lhe entregar o presente. Ela propunha que saíssemos para jantar, só nós dois, pois não queria me ver na cozinha depois de um duro dia de trabalho, enquanto eu, casualmente, abria botão por botão de minha camisa listrada em finas riscas feita sob medida pelo alfaiate marroquino da Serra da Mantiqueira. &lt;br /&gt;Quando ela se virou de lado para alcançar o batom dourado na bolsa vermelha, em um só gesto arranquei a camisa e revelei a tatuagem em meu peito. SOFIA, em letras românticas, com o O circundando meu mamilo esquerdo e o S exatamente sobre o coração. &lt;br /&gt;Sua reação foi indescritível! E a pior que poderia ser. Sofia não riu, não chorou, não emitiu um som. Nem mesmo moveu um único músculo de sua linda face. Simplesmente voltou à bolsa vermelha, apanhou seu telemóvel, e trancou-se no banheiro. &lt;br /&gt;Fiquei como uma estátua descamisada no centro da sala. Poucas vezes em minha vida me senti tão humilhado. Tive vontade de explodir em pranto, mas a força da erupção seria tamanha que me rasgaria por dentro até a morte. Então permaneci quieto, sem ar, deglutindo de mansinho cada arrepio de ódio dos poucos pêlos de meu corpo.  &lt;br /&gt;Sofia saiu do banheiro alguns minutos depois. Pareceram horas. Sem me olhar no rosto, me entregou num passe um pedaço de papel higiênico rasgado sem o mínimo de cuidado estético, um polígono qualquer de dupla face cheirando a lavanda com um número de telefone anotado em batom dourado. &lt;br /&gt;Depois pegou todas as suas coisas, saiu, e até esta manhã ainda não havia voltado. Liguei para Michele logo cedo, que me atendeu com xingamentos horripilantes por perturbar seu sono matinal. Liguei para os hospitais, delegacias, hotéis, cabeleireiros, e nada. &lt;br /&gt;Quando cheguei no escritório, disquei disfarçadamente para o número do papel higiênico. Que soco na alma levei quando atenderam...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-5592398142816933060?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-v.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-2400155824770301357</guid><pubDate>Thu, 24 Sep 2009 14:41:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-24T08:26:51.621-07:00</atom:updated><title>Metro IV</title><description>O jantar de terça-feira foi demasiado estranho. Estou com a pulga atrás da orelha. Realmente não sei se Michele é boa companhia para Sofia. &lt;br /&gt;A amizade foi estranha, desde o início. Que amizade começa no dia de seu casamento? A delas começou, no dia do meu. Lembro de Michele na pista de dança, com seu vestido verde bandeira, vindo nos abraçar e congratular. Nenhum de nós dois sabia dizer quem ela era. Achamos, inicialmente, que estava de bico. Depois ela nos esclareceu ser a namorada do Rezende, meu vizinho de baia no escritório, que faleceu há dois anos. Foi comido por um tubarão na Praia Grande enquanto procurava conchas de madrepérola. Rezende colecionava conchas. Pobre Rezende. Mas o tubarão foi encontrado, foi morto, e Rezende pôde ser enterrado com honrarias e dignidade. Era lindo. O tubarão, não o Rezende. O Rezende era, Deus o tenha, feio de morrer. E morreu! Como age o destino, não?!&lt;br /&gt;Mas voltemos ao jantar. Michele estava muito nervosa, meio persecutória. Olhava para os lados a todo momento, como se estivesse sendo observada. Sua reação ao roastbeef foi exagerada. Gemidos de prazer quase pornográficos a cada garfada. Muito bem, sei que caprichei no molho, mas não estava para tanto. &lt;br /&gt;As duas ficaram bêbadas. As três garrafas do vinho chileno haviam acabado antes mesmo de eu pensar em servir o jantar. Tive de sair para comprar mais. Quando voltei, elas riam muito e me olhavam com certo estranhamento. Conferi minha roupa, cinto e sapatos, verifiquei meu penteado no espelho, chequei os dentes, os cantos dos olhos, o cheiro das axilas. Estava tudo em ordem, em perfeição. Do que riam, afinal? Não quis perguntar. Achei chato. &lt;br /&gt;No meio do jantar, uma bomba. Descobri que Michele é casada. Nunca havia notado sua aliança, e só a percebi porque é idêntica à de Sofia. Rapidamente procurei nos dedos de minha esposa nosso elo, temendo que ela houvesse emprestado ou dado de presente a Michele. Mas constava intacta. Meu Deus, eu disse, vocês já notaram que têm anéis idênticos? Não é um anel, é uma aliança. Mas porque a Michele haveria de usar aliança? Por quê você acha? Acha que sou estúpida? Tenho cara de otária? Usaria uma aliança à toa? Sou casada! Desde quando? Desde sempre.&lt;br /&gt;Há cinco anos conheço Michele. Em duas garfadas de roastbeef ao molho béchamel com cogumelos Paris e um gole de vinho entre elas, descubro que Rezende era um amante, que Michele havia se casado uma semana depois de mim, que Sofia foi ao casamento como acompanhante do Rezende para que não houvesse desconfianças do adultério e nem me comunicou, que o esposo de Michele se chama Kleber e que está nas Bahamas cultivando rabanetes, e que Sofia e Michele têm um gosto muito semelhante para jóias. &lt;br /&gt;Pouco antes de eu ir dormir, Sofia narrava a Michele seu pesadelo da noite anterior. Mas narrava em sussurros. Pude ouvir que havia uma viagem, que alguém matava alguém com um espeto de frango, colocava o alguém morto numa sacola de barraca de camping e jogava ao mar. Havia algo com um restaurante em pleno alto mar, onde os carros deviam esperar o intervalo entre uma onda e outra para poder estacionar, onde as pessoas eram vistas apenas através de suas próprias luminosidades. Havia charuto, havia mafiosos, havia ressurreição do morto? Enfim, não pude entender. O barulho do jato d´água com o qual eu lavava a louça me impedia de escutar em detalhes. Fui dormir e nem ouvi Michele saindo, ou Sofia deitando. &lt;br /&gt;Fizemos sexo de madrugada. Não sei dizer quem começou. Mas eu sonhava com caramelos, então deve ter sido Sofia. &lt;br /&gt;Ontem não nos vimos. Ela dormia quando saí para trabalhar e dormia quando cheguei do trabalho. Nem pude entregar o presente que lhe comprei no caminho de casa. Não posso contar ainda, só depois. Vai que ela encontra este diário e descobre...  &lt;br /&gt;Hoje ela acordou mau humorada como o capeta. Bebeu chá de boldo no café da manhã, e seu suco de tomate de praxe, mas com pimenta dedo de moça em excesso. Saiu bufando e nem me disse bom dia. Pois eu digo. Bom dia, Sofia. Bom dia, meu amor. Que o frio de hoje te aqueça.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-2400155824770301357?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-iv.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-8545682874718883713</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 22:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-22T15:57:09.547-07:00</atom:updated><title>Metro III 1/2</title><description>O roastbeef já está temperado e amarrado no barbante. Sofia e Michele ainda não chegaram. Estou ansioso. Estão atrasadas. Comprei um vinho chileno ótimo. Michele adora vinhos chilenos. Os pais delas são de lá. &lt;br /&gt;O psiquiatra disse que pode ser sonambulismo ou uma crise histérica, apesar de achar que a histeria não faça parte do tipo psicológico de Sofia. Qual é o tipo psicológico de Sofia? Qual é o meu? Ele não quis me dizer por telefone. Pediu para que marcássemos uma consulta. Ainda não sei como dizer isso a Sofia sem magoá-la. Não acho que ela esteja louca. Apenas cansada. Além disso, a consulta é caríssima. Pode melar nosso aniversário de casamento no spa. Talvez valha mais a pena investir na viagem.&lt;br /&gt;Barulho de chave na porta. Devem ser elas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-8545682874718883713?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-iii-12.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-5921327363115324466</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 14:18:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-22T07:32:01.239-07:00</atom:updated><title>Metro III</title><description>Minha noite foi realmente um inferno. Acordei completamente molhado às cinco e meia da manhã, depois de finalmente ter pegado no sono às cinco. Sofia estava parada ao meu lado, em pé. Havia despejado uma jarra inteira de suco de tomate apimentado em mim, com molho inglês em excesso e pouco limão. Parecia um zumbi; ela, não eu. Um olhar esbranquiçado, estático, com a jarra vazia na mão esquerda e a direita arrumando os fios de cabelo que estavam fora do lugar. Depois saiu lentamente, foi à biblioteca, guardou a jarra na prateleira de livros de auto-ajuda e voltou para a cama. &lt;br /&gt;Esperei meia hora, retirei a roupa de cama e coloquei na máquina, deixando-a coberta com um manto de dança flamenca que ela guarda na gaveta de seu criado mudo. Na volta, arrumei novamente a cama com o jogo lilás de algodão egípcio. &lt;br /&gt;Hoje pela manhã, ela estava ótima e nem tocou no assunto. Era como se nada houvesse acontecido. Pediu suco de laranja ao invés do de tomate, para meu alívio. Eu havia esquecido de repor a jarra. Saiu para trabalhar muito perfumada. O cheiro do perfume ainda está impregnado em mim. &lt;br /&gt;Mal estou conseguindo trabalhar. Todos me olham assustados aqui no escritório. Devo estar com uma cara péssima, de olhos esbugalhados e queixo em prognatismo. Devo voltar às minhas planilhas. No intervalo do almoço, ligarei para o meu psiquiatra. Será sonambulismo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-5921327363115324466?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-iii.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-4088772310511809823</guid><pubDate>Tue, 22 Sep 2009 03:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-22T07:33:14.375-07:00</atom:updated><title>Metro II</title><description>Sofia está tendo pesadelos e não me deixa dormir. Estou preocupado! Faz mais ou menos dois meses que acordo no meio da noite com o som da voz dela. Deu para falar enquanto dorme. Não consigo entender exatamente o que diz. Os sons parecem gemidos de dor, são mais do que palavras. Diz algo como camarões, humm, camarões! &lt;br /&gt;Que eu saiba, ela é extremamente alérgica a camarões. &lt;br /&gt;Em nosso casamento comi mais de quatro cascatas de camarões e, no auge de nossa noite de núpcias, tive de levá-la ao hospital. Recebeu duas injeções de adrenalina para que não sufocasse com o inchaço da própria glote. Depois, perguntei se ela havia comido algum camarão e ela, ofendida, respondeu: Você acha que sou estúpida? Tenho cara de otária? &lt;br /&gt;Depois concluímos que a alergia tinha se dado devido aos meus beijos. Desde então, há cinco anos, sou proibido de comer camarões. Não por ela, por mim mesmo. Pelo seu bem!&lt;br /&gt;Sou apaixonado por camarões. Eu que deveria sonhar com eles, não ela. &lt;br /&gt;Mas nesta noite foi diferente. Acordei com os gritos dela. Fiquei paralisado no meu lado do colchão. Ouvi dizer que não devemos acordar ninguém no meio de um pesadelo. O sonhador pode morrer de parada cardíaca. Esperei passar. E passou. Passou em um esboço de sorriso que ela mantém até este momento. Dorme tranquila aqui, ao meu lado. Meu sono, por sua vez, está perdido em algum canto deste quarto. &lt;br /&gt;Estou realmente preocupado com ela. Que os anjos a enlacem nesta noite. &lt;br /&gt;Vou tomar um chá!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-4088772310511809823?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-ii.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-856459419946725253</guid><pubDate>Mon, 21 Sep 2009 18:17:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-21T11:34:39.458-07:00</atom:updated><title>Metro I</title><description>Querido diário,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ando angutiado, solitário e medroso. Sofia está trabalhando demais e não tem mais tempo para mim. Ontem a noite, depois de comprar um sapato argentino irresistível no shopping, passei no empório e comprei alcachofras e sorvete de pistache. São os pratos favoritos dela. Comprei um Bordeaux incrível e esperei com o jantar à mesa até as onze da noite. Ela chegou exausta e nem notou o sapato novo. Quando lhe chamei a atenção, disse que era preto como todos os outros. O mesmo aconteceu semana passada com a gravata italiana vermelha que comprei na Armani do Free Shop. Não sei o que está acontecendo com ela. Deve estar com muitos problemas no trabalho, tadinha. Faz tempos que passou a ir somente duas vezes por semana ao cabeleireiro. Apesar disso, continua linda como quando nos conhecemos. Aliás, semana que vem, comemoramos cinco anos de casados. Estou pensando em levá-la ao Nordeste, a um spa-resort ultra-romântico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao meu trabalho, está tudo ótimo. Minha posição está estável e o salário... prefiro nem falar nada para não afastar a sorte. Bato três vezes na madeira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo Sofia como nunca amei! Ela acaba de me dizer que trará a Michele para jantar aqui em casa amanhã. Pediu para eu fazer o roastbeef. Disse boa noite. Boa noite, meu amor. Descansa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Michele é sua melhor amiga e confidente. Vão juntas a todos os cantos. Confesso ter um pouco de ciúme dela, mas entendo a necessidade que ela tem de sair com as amigas, tricotar e jogar conversa fora. Nós homens pouco somos capazes de entender as maravilhas e mistérios da alma feminina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, devo ir dormir também. É a chance que tenho de estar ao seu lado ultimamente. Além disso, minhas olheiras estão profundas. Até amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-856459419946725253?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/metro-i.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-1910595311370791042</guid><pubDate>Wed, 16 Sep 2009 23:58:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-16T16:59:22.345-07:00</atom:updated><title>O Procrastinador e a Última Récita</title><description>Estou querendo escrever alguma coisa, mas não sei o quê. Minha mãe dizia que quando não temos o que dizer, o melhor a fazer é ficar quieto. Queria tanto ser mais zen-budista! Mas a questão é que tenho muito a dizer, tanto, que não sei por onde começar, ou como eleger os assuntos mais urgentes. Tudo é pouco urgente para mim, de tão urgente que cada coisa é. Deu pra entender? Você sente isso às vezes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vira e mexe desabafo sobre o bafafá de idéias que turbilham em minha humilde mente e me tiram a quietude. Mas não é sobre isso que quero escrever, mais uma vez. Não me agüento mais nessas histórias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grande dilema tem sido, em suma, a angústia, no sentido mais Kierkegaardiano possível. Ou seja, a enorme dificuldade de lidar com o livre-arbítrio e, principalmente, com as conseqüências que ele carrega consigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem mesmo escrevi um grande texto sobre a prisão. Sobre o sentimento de aprisionamento, para ser mais específico. Dizia que sentia isso. E sinto. Mas o mais louco é que é a própria liberdade que está me aprisionando. Isso faz algum sentido para você? Para mim faz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu realmente precise de um cartão de ponto. De despertadores. De um chefe insuportável que me dê vontade de enviá-lo a receber no ânus a cada minuto. Percebes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, cá estou. Pensando, pensando, com leques de penas vermelhas abertos em minha frente, sem ter a mínima condição de escolher uma delas para soltar ao vento no melhor Forrest Gump Way possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espairecerei e procrastinarei mais um pouco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-1910595311370791042?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/o-procrastinador-e-ultima-recita.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-7041216327771732966</guid><pubDate>Fri, 11 Sep 2009 17:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-11T10:16:59.310-07:00</atom:updated><title>Individuação</title><description>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SqqDWU1iQdI/AAAAAAAACGg/jhCN-jnMYoI/s1600-h/Mandala.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SqqDWU1iQdI/AAAAAAAACGg/jhCN-jnMYoI/s320/Mandala.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5380257124421091794" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o indivíduo se torna o todo e o todo se torna o indivíduo. Religação, religião do único com o coletivo, do ponto com a amplitude. Convexividade e concavidade sintonizadas e afinadas. Indivíduo, individual e individuado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, estou sóbrio. Mais do que nunca. Calma, não estou vendo duendes ou fadas. Nem escrevendo auto-ajuda. Estou simplesmente sentado em meu escritório, em mais um segundo deste longo trajeto. Sou eu ainda. Sou eu mais do que nunca. Humano em demasia. Lúcido e bravo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Esta mandala me foi doada pela querida Marina Franco. É parte do livro "MANDALAS DE AL-ANDALUZ. Trata-se de atividade terapêutica e analítica. Basta ir colorindo e avivando o que era morto e insosso, dentro e fora de si. Recomendo!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-7041216327771732966?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/individuacao.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yIQDeMjKOTI/SqqDWU1iQdI/AAAAAAAACGg/jhCN-jnMYoI/s72-c/Mandala.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-2610042343391320021</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 21:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-09T14:54:19.547-07:00</atom:updated><title>Faxina</title><description>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Ev5IobcU1YA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Ev5IobcU1YA&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-2610042343391320021?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/faxina.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-6406263680688647149</guid><pubDate>Wed, 09 Sep 2009 18:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-09T11:38:08.881-07:00</atom:updated><title>Transita</title><description>Nasce uma estrela, forte.&lt;br /&gt;Brilha uma estrela, viva.&lt;br /&gt;Morre uma estrela, bela.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-6406263680688647149?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/transita.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-2266256373639207855</guid><pubDate>Tue, 08 Sep 2009 23:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-08T16:32:03.982-07:00</atom:updated><title>Dinâmica</title><description>Deitado na caçamba, olhando a noite estrelada e ouvindo o vento a 150km/h pela highway. Cheiro de deserto, frio revigorante sobre o cobertor e aconchego sob, solidão acompanhante, blues rasgado ao fundo vindo da cabine do carro que um estranho de nome esquecido dirige. Destino desconhecido, sorriso no rosto por sentir no corpo o atravessar pungente da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-2266256373639207855?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/dinamica.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-6871185567074106257.post-6321216918200970400</guid><pubDate>Fri, 04 Sep 2009 14:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-09-04T07:56:53.916-07:00</atom:updated><title>Cortesia</title><description>Cara senhora Q.,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;suas pérolas foram encontradas ao longo da escadaria de acesso às frisas. Cheiram como gardênias. Gostaria de entregá-las pessoalmente. Peço-lhe, então, que indique em resposta o melhor horário para eu fazer-lhe esta visita, na qual devolverei-lhe o que é seu e aproveitaremos para tomar um chá e discorrer um pouco sobre a opereta da noite passada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cordialmente,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhor T.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Sinto apenas que o odor de seu pescoço já tenha se perdido no suor de minhas mãos. Ansioso para beijar-lhe os olhos novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6871185567074106257-6321216918200970400?l=portudoquesinto.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://portudoquesinto.blogspot.com/2009/09/cortesia.html</link><author>eduardostmartins@uol.com.br (POR TUDO QUE SINTO)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item></channel></rss>